DÓLAR OURO PETRÓLEO B3 04/01: A B3 VAI REAGIR, OU SÓ DEPOIS DO CARNAVAL?

XAU/USD__________1804,93_____EUR/USD______1,12916

XAG/USD__________22,816______GPB/USD_______1.34939

USOIL_____________76,558______USD/BRL_______5,68960

UKOIL_____________79,521________USD/ILS______3,09140

COBRE____________4.38786_____USD/CHF_________0,91767

Nota do Pinchas: Chega de férias investidor! Vamos fechar a casa no “Guarujalaim” e voltar ao trabalho!

Os índices de ações em Nova York voltaram a bater recordes de fechamento hoje, com os investidores animados após notícias sobre a menor gravidade da variante ômicron do coronavírus, o que poderia reduzir seu impacto na economia, apesar do maior número de internações. A expectativa de normalização da atividade e dos juros também pressionou o dólar e as taxas longas americanas, que superaram 1,60% ao ano para dez anos. No Brasil, a internação do presidente Jair Bolsonaro e incertezas com a economia derrubaram o Ibovespa enquanto dólar e juros subiam.

 

🗓️ Na agenda, no Brasil, a Fenabrave divulga as vendas de veículos de dezembro e o Tesouro Nacional faz seu leilão de papéis atrelados à inflação, as NTN-B, e, pela primeira vez, também de Letras Financeiras do Tesouro, LFTs, corrigidas pela taxa Selic, que eram ofertadas às quintas-feiras. Nos Estados Unidos, sai a Criação de Emprego de novembro e o índice dos gerentes de suprimento, o ISM, da indústria de dezembro. Na Alemanha, serão divulgadas as vendas no varejo de novembro.

Os mercados acionários europeus estão sendo negociados em alta nesta terça-feira, continuando o início positivo do novo ano, com fortes vendas no varejo alemão, aumentando as esperanças de uma recuperação econômica estável, apesar de um aumento nos casos de Covid-19.

O dólar americano atingiu seu nível mais forte em mais de um mês contra o iene japonês na terça-feira, levantado por um salto nos rendimentos do Tesouro durante a noite, com os comerciantes apostando em um aumento antecipado das taxas de juros do Federal Reserve, apesar do aumento dos casos COVID-19.

Depois de cair quase continuamente por mais de seis meses, você pode pensar que o EUR / USD está atrasado em uma alta substancial. O problema é que permanece quase impossível imaginar um catalisador para tal movimento sustentado para cima. O resultado final é que as taxas de juros estão sendo aumentadas em outros lugares, mas não na zona do euro, e isso aponta para uma maior fraqueza do euro.

Agora, nada é certo no mundo do banco central, mas a orientação futura do Banco Central Europeu sugere que no início de 2022 ele irá reduzir a compra de títulos por meio de seu Programa de Compra de Emergência Pandêmica e talvez equilibrar isso aumentando a compra por meio de seu antigo Programa de Compra de Ativos: essencialmente sem alterar a política monetária em geral.

No final do ano, porém, talvez no segundo trimestre, o BCE começará a cortar suas compras mensais de ativos até o final do ano os programas terminarem completamente. Esse aperto indireto da política monetária poderia ser seguido por um aumento da taxa de juros no início de 2023. Isso, obviamente, não é uma certeza, e o BCE não é um grande comunicador com os mercados. No entanto, é um cenário que deixaria o BCE atrás de muitos outros bancos centrais no aumento das taxas e, portanto, provavelmente levaria a mais perdas para o euro.

Os preços do petróleo ficaram estáveis ​​na terça-feira, antes de uma reunião em que os principais produtores devem cumprir os planos de aumentar a oferta em fevereiro, já que os casos de COVID-19 crescentes ainda não geraram bloqueios nos maiores países consumidores de combustível.

O ouro sofreu um golpe no início do novo ano, com os rendimentos do Tesouro disparando, impulsionando o dólar americano.

Os ursos de títulos saltaram do portão em 2022, com as taxas de juros subindo, à medida que as expectativas de hawkishness do banco central permanecem no radar. O rendimento dos títulos de referência de 10 anos do governo dos EUA passou de 1,50% para negociação acima de 1,63%.

O mercado está prevendo que o Federal Reserve encerrará seu programa de compra de ativos e aumentará as taxas 3 vezes até o final deste ano. Rendimentos mais altos significam que reter dólares se torna uma opção de investimento mais atraente do que o metal amarelo.

A liquidação em juros fixos foi acompanhada pela compra de ativos de risco seletivo. Embora os mercados de ações tenham começado o ano em bases sólidas, as commodities e as moedas vinculadas ao crescimento não tiveram um aumento até agora.

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Apesar do aumento das importações nos últimos meses, o Ministério da Economia projeta que a balança comercial – diferença entre exportações e importações – continuará a crescer e encerrará 2022 com superávit de US$ 79,4 bilhões. A estimativa é 30,1% maior que o superávit recorde de US$ 61,01 bilhões registrado no ano passado.

O valor está mais otimista do que as previsões de mercado. Segundo o boletim Focus – pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central –, analistas econômicos projetam superávit comercial de US$ 55 bilhões para este ano.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, disse que as estimativas são preliminares e que não consideram uma eventual nova onda de covid-19, que poderia paralisar temporariamente o comércio global. “As incertezas continuam grandes no mercado externo. Há dificuldade enorme de fazer projeções para 2022”, justificou.

Na avaliação do secretário, mesmo com tantas incertezas, existe espaço para otimismo em relação à balança comercial. Segundo Ferraz, os preços das commodities (bens primários com cotação internacional) deverão cair um pouco em 2022, mas a safra recorde de grãos, estimada em 291,1 milhões de toneladas, e a recuperação do mercado de trabalho e dos serviços continuarão a dar estabilidade às exportações brasileiras.

Enquanto as vendas para o exterior continuarão relativamente estáveis, as importações deverão cair, impulsionando o superávit comercial. Segundo o Ministério da Economia, as exportações crescerão 1,4% em 2022 e encerrarão o ano em US$ 284,3 bilhões. Para as importações, a projeção está em US$ 204,9 bilhões, recuo de 6,6% em relação ao ano passado.

Para 2021, a pasta previa originalmente que o superávit comercial encerraria 2021 em US$ 70,9 bilhões. No entanto, o resultado final ficou quase US$ 10 bilhões inferior à estimativa. O secretário de Comércio Exterior disse que o saldo menor decorreu do aumento das importações, que superaram as previsões do governo.

No ano passado, as exportações bateram recorde. O Brasil vendeu para o exterior US$ 280,39 bilhões, com alta de 34% em relação a 2020 pelo critério da média diária. As importações ficaram longe do recorde registrado em 2013, mas cresceram em ritmo maior. Em 2021, o Brasil comprou US$ 219,39 bilhões do exterior, alta de 38,2% na mesma comparação.

Segundo o Ministério da Economia, dois fatores explicam a alta das importações no ano passado. O primeiro é a recuperação da economia, que elevou o consumo e a compra de itens que estavam represados desde o início da pandemia de covid-19. O segundo é a alta internacional do petróleo, que aumentou o valor importado de combustíveis e de insumos como fertilizantes.

Bons Negócios  !!_____________Yochanan Pinchas

 

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