MELHORES DO DIA 05/01: COMO OPERAR HOJE! BOLSONARO MELHORA!

© Reuters. Parlamentares dos EUA e da Europa pedem investigação contra JBS

Bom dia investidor ! Bom dia trader !

O pré-mercado de Nova York é misto, repetindo a sessão da véspera, à espera de dados globais de atividade em serviços, emprego nos Estados Unidos e a ata da mais recente decisão de juros do Federal Reserve, banco central americano. Investidor espera da ata, às 16h00, que pode trazer mais pistas sobre o cronograma de altas de juros em 2022, no momento em que a inflação acelera a corrosão da popularidade do presidente Joe Biden. Ômicron segue no foco. No Brasil, inflação ao produtor em novembro é destaque.

📉 Em pesquisa CNBC, a desaprovação ao governo Biden subiu o recorde de 56%, com a novidade de que aumentou até a desaprovação a sua gestão da pandemia. Perspectiva de aperto monetário já no fim do primeiro trimestre, que puxou os rendimentos dos Treasuries nas últimas duas sessões, levou ontem a liquidação no setor de tecnologia, enquanto o Dow Jones renovava recorde.

Alta nos “bonds” americanos fazem as “techs” caírem, Ásia fecha predomimantemente em baixa.

Europa em alta discreta, Futuros americanos mornos com a alta dos títulos americanos e também com o novo “TH” (topo histórico) do Dow Jones.

Brent estável, minério de ferro sobe mais de 2% no porto chinês de Dalian.

IBOV testa região de suporte, coincidente com o objetivo de ouro de Fibonacci (correção de 61,8% da pernada de alta). Se perder suporte busca a região dos 102K. Ainda não tivemos um pregão de alta na B3 (SA:B3SA3) em 2022, inflação e juros fazem o investidor ativar o modo “rentista”…..

O exterior segue agitado pelo rali de início de ano, apesar da cautela desta quarta-feira (05) antes da divulgação dos números do emprego nos Estados Unidos e da tão esperada ata da última reunião do Federal Reserve, o BC americano.

Por outro lado, a notícia da madrugada de que a China multou empresas de tecnologia pressionam as ações do setor pelo mundo. Além disso, o avanço da covid-19 no planeta, com recordes de casos em diversos países, pode alterar os planos dos Bancos Centrais por todo o globo.

A pressão pela retomada chegou até no carnaval carioca, que foi cancelado na tarde de ontem (05), apesar da manutenção de alguns desfiles — por enquanto.

A piora na percepção de risco externo e fiscal, que ontem já pesava sobre o mercado, continuou a pressionar a curva de juros local nesta terça-feira. Todas as taxas subiram, com destaque para as de curto e médio prazos. Com as crescentes incertezas fiscais, o mercado ficou mais cético sobre uma possível desaceleração do ritmo de aperto monetário nas próximas reuniões do Copom e também com relação a um possível início do ciclo de queda da Selic ainda em 2022. Do exterior, houve influência negativa do mercado de Treasuries, em meio ao aumento nas apostas de antecipação de alta de juros pelo Federal Reserve, e da elevação das commodities, tanto agrícolas e como de energia.

Entre os principais vértices, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 voltou a fechar na casa de 12% pela primeira vez desde o fim de novembro, em 12,04% (regular) e 12,035% (estendida), de 11,801% ontem no ajuste. A do DI para janeiro de 2025 retornou ao patamar de 11% que não era visitado desde o começo de dezembro, encerrando em 11,175% (regular) e 11,155% (estendida), de 10,822% ontem. O DI para janeiro de 2027 fechou em 11,115% (regular) e 11,095% (estendida), de 10,831% ontem.

Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, afirma que, embora a terça-feira não tenha trazido fatos propriamente novos, o mercado passou a incorporar aumento das chances de descontrole fiscal e turbulência política de ano eleitoral, em meio à pressão de servidores por aumento salarial e a defesa, pelo líder do governo na Câmara (PP-PR), Ricardo Barros, de revisão no teto dos gastos do governo. “A curva hoje abriu muito, sem um fator direcional, mas sim com a reprecificação nos ativos a partir dos ruídos criados por Brasília”, disse, referindo-se à decisão do governo de abrir no orçamento espaço para reajuste salarial exclusivamente de policiais federais.

A medida gerou revolta de outras categorias, em movimento de protesto que começou com auditores da Receita no fim do ano passado. Nos últimos dias, funcionários do Banco Central sem cargos comissionados ou previstos para substituição começaram a entregar seus postos.

“Assumimos que haverá greve, não tem como, com o governo atendendo ou não os pleitos”, disse Sanchez. Se o governo contemplar outras categorias, diz, será um aumento “pífio” que não evitará a paralisação.

Foi-se o tempo em que o risco fiscal pressionava apenas os vencimentos longos. Nos últimos meses, ele tem atingindo com força também os DIs curtos, na medida em que é apontado como um importante fator no balanço de risco de inflação do Banco Central, responsável ainda por parte da desancoragem das expectativas do mercado. Nesse cenário, a curva de juros já apagou as chances de uma elevação da Selic menor do que 1,5 ponto porcentual nas reuniões do Copom de fevereiro e março, que vinham sendo embutidas a partir do cenário recessivo desenhado para 2022. Os cálculos são da Greenbay Investimentos. A probabilidade de o BC iniciar um ciclo de afrouxamento este ano agora também é vista com reservas.

Lá fora, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguiram em escalada, com o yield da T-note de dez anos batendo em 1,68% nas máximas, na esteira do aumento das apostas na antecipação do início do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos.

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O presidente Jair Bolsonaro teve boa aceitação da dieta líquida oferecida durante o dia, o que motivou a retirada da sonda nasogástrica, e não precisará passar por uma cirurgia pois a obstrução intestinal que o levou a ser internado se desfez, informaram os médicos nesta terça-feira.

Segundo boletim médico, ainda não há previsão de alta do presidente, que foi hospitalizado em São Paulo na madrugada de segunda-feira após sentir-se mal na véspera.

“O Hospital Vila Nova Star informa que o senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, evoluiu com boa aceitação da dieta líquida ofertada durante o dia, o que motivou a retirada da sonda nasogástrica. O trato digestivo do paciente mostra sinais de recuperação. No momento, não há previsão de alta”, disse o boletim divulgado no início da noite.

Mais cedo, o hospital havia informado que o quadro de suboclusão intestinal de Bolsonaro havia se desfeito, não havendo indicação cirúrgica.

O presidente, que está com 66 anos, fez uma curta caminhada nos corredores do hospital na segunda-feira e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, divulgou nesta terça uma foto dele andando no hospital com a sonda nasogástrica que fora colocada na véspera.

O anúncio de que Bolsonaro não precisará passar por uma nova cirurgia veio após a chegada no Brasil do médico Antônio Macedo, responsável pelo tratamento do presidente após a facada.

Ele estava de férias com a família fora do país e retornou após a internação de Bolsonaro.

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O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, Bob Menendez, o membro da Câmara dos Comuns do Parlamento do Reino Unido Ian Liddell-Grainger e o presidente da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, Norbert Lins, pediram uma investigação coordenada das atividades da JBS (SA:JBSS3), sua controladora J&F Investimentos e subsidiárias na Europa e nos EUA, informou a Bloomberg News.

“Também encorajamos nossos governos a examinar as práticas antitruste e anticompetitivas da JBS e avaliar se os abusos da empresa podem prejudicar permanentemente as cadeias de abastecimento de alimentos”, afirmam os parlamentares em comunicado.

Após o comunicado, as ações da JBS passaram a cair e terminaram o dia com baixa de 0,30%, negociada a R$ 36,24. Na véspera, os papéis ja tinham recuado 4,2%.

Ontem, o presidente americano Joe Biden lançou uma ofensiva contra os gigantes de proteína animal ao anunciar planos para combater o poder de mercado dessas empresas. “Capitalismo sem competição não é capitalismo, é exploração”, disse Biden. “Isso é o que estamos vendo em carnes e aves”, disse Biden.

A Casa Branca pretende injetar US$ 1 bilhão para reduzir a concentração do setor. Atualmente, Cargill, Tyson, JBS e National Beef (Marfrig (SA:MRFG3)) são responsáveis por 85% da produção de carne bovina dos Estados Unidos. O TOP 4 controla ainda 54% do mercado de aves e 70% do mercado de carne suína.

No Brasil, Marfrig e JBS não comentaram o assunto. Contudo, fontes das duas empresas consideram que as medidas anunciadas por Biden não iriam interferir em seus negócios nos Estados Unidos. Mais do que isso, as medidas estão sendo consideradas irrelevantes, tanto do ponto de vista dos preços da carne quanto da concentração do mercado e que a atitude do presidente americano tem um viés muito mais político do que econômico. Na prática, alguns analistas consideram que a alta dos preços vai muito além da questão da concentração, afinal, há décadas as quatro maiores empresas controlam a maior parte da produção americana.

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A recuperação econômica da zona do euro vacilou em dezembro uma vez que o ressurgimento das infecções por Covid-19 afetou o crescimento do setor de serviços do bloco, mostrou uma pesquisa, e pode enfraquecer ainda mais se restrições mais duras forem adotadas.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto da IHS Markit despencou a 53,3 em dezembro de 55,4 em novembro, mínima desde março.

Embora a leitura final tenha ficado abaixo da preliminar de 53,4, permaneceu acima da marca de 50 que separa crescimento de contração.

“A expansão acelerada da produção que vimos em novembro infelizmente acabou sendo breve. A disseminação da variante Ômicron teve um impacto particularmente profundo no setor de serviços, refletindo a hesitação entre os clientes”, disse Joe Hayes, economista sênior da IHS Markit.

O PMI do setor de serviços recuou para a mínima de oito meses de 53,1 ante 55,9 em novembro, abaixo da preliminar de 53,3.

O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de mais de 7 milhões de pessoas na Grande São Paulo, registrou em 2021 sua maior queda nos últimos sete anos, segundo dados da Sabesp, a companhia de saneamento básico de São Paulo. Os números são consequência direta da queda do volume de chuvas e corroboram a preocupação de especialistas com o sistema, que já opera na faixa de restrição.

Bons Negócios  !!_____________Yochanan Pinchas

 

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