MELHORES DO DIA 10/06: AS BRUXAS DA EUROPA E DOS EUA DERRUBARAM A SEMANA!

Bom Dia Traders! As bruxas estão soltas e fazendo o que querem! Inflação dos EUA, Eletrobras, TC e o que mais move o mercado nesta sexta! (As curtas do R7 e vídeo da abertura)

Por Guilherme Guilherme e Renan Sousa

Os mercados internacionais estendem as perdas da véspera nesta sexta-feira, 10, com investidores à espera da divulgação do Índice de Preço ao Consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês). O indicador, o mais aguardado da semana, é considerado uma das peças-chave para entender o momento econômico atual, de maior pressão de custos e redução de margens operacionais.

A expectativa é de que o CPI de maio acelere de 0,3% para 0,7% na comparação mensal, mantendo o patamar de 8,3% no acumulado de 12 meses. Para o núcleo do CPI, o consenso é de desaceleração de 6,2% para 5,9%. Surpresas para cima têm potencial de azedar ainda mais o humor de investidores globais.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano vencimento em 2 anos sobem nesta manhã para próximo do maior patamar desde 2018 para acima de 2,85%. O percentual, a grosso modo, reflete a expectativa de juro médio na economia americana para o período, indicando a necessidade de um aperto monetário mais duro no curto prazo para conter a inflação.

A expectativa de juros mais altos na maior economia do mundo volta a dar o tom negativo no mercado global de ações. Bolsas da Europa caem mais de 1% nesta manhã, após já terem sofrido duras perdas na véspera, após o Banco Central Europeu elevar as expectativas de inflação para o continente e reduzir as de crescimento.

Índices futuros de Nova York operam próximos da estabilidade, com investidores avaliando possíveis oportunidades de compra, após as bolsas de Wall Street terem caído mais de 2% no último pregão. Mas para muitos investidores, comprar antes do CPI e após tamanha queda no mercado americano pode se assemelhar ao risco de “pegar a faca caindo”. Há a chance de segurar o cabo, mas o corte também pode ser feio.

Vendas do varejo

No Brasil, serão divulgados os dados de vendas do varejo de abril nesta manhã. A expectativa, segundo consenso da Bloomberg, é de alta de 0,30% em relação ao mês anterior e de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Eletrobras 

As ações da Eletrobras saíram por R$ 42 na oferta que marcou a privatização da companhia, representando um desconto de 2,4% em relação ao preço do último fechamento. A oferta movimentou R$ 29,3 bilhões, sendo R$ 26,36 bilhões correspondente à oferta primária (em que o valor vai para o caixa da empresa) e R$ 2,93 bilhões à venda da participação do BNDESPAR no negócio.

TC

TC anunciou na última noite a compra da corretora Dibran como forma de acelerar a estratégia de se tornar uma plataforma integrada de serviços a investidores. A expectativa é de que a aquisição, que ainda depende da aprovação do Banco Central, seja concluída em 6 a 18 meses. O valor da operação não foi divulgado.

Depois de uma semana mais morna, a sexta-feira (10) chegou com tudo e as notícias vêm de todos os lados. As bolsas no exterior começam o dia com alta volatilidade e sem direção definida, enquanto o Ibovespa… Bom, vamos por partes.

Para começar, a privatização mais esperada das últimas semanas aconteceu. A Eletrobras (ELET6; ELET3) definiu o preço por ação na noite da última quinta-feira (09) em R$ 42 por papel, movimentando, assim, R$ 33,7 bilhões na maior oferta pública do tipo do ano.

Além disso, outra estatal também está em foco nesta sexta-feira. A Petrobras (PETR3;PETR4) recebeu do governo federal a lista de indicados para o conselho da empresa.

Ao todo, serão dez indicados pelo Palácio do Planalto com nomes de peso, como o do secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade, que deve se tornar o novo presidente da estatal. Tudo dependerá da data da próxima assembleia geral, que ainda não tem data definida.

Na esteira dos acontecimentos, o encontro entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o seu equivalente norte-americano, Joe Biden, deve ficar em segundo plano hoje. Quem esperava um encontro ardente — dado o início de relacionamento conturbado entre os dois — acabou se decepcionando.

O primeiro encontro foi morno, mas amigável o bastante para gerar expectativa para os próximos.

Por fim, mas não menos importante, a bolsa local encerrou a sessão de ontem em queda de 1,18%, aos 107.093 pontos. De modo semelhante, o dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,52%, a R$ 4,9156.

Confira o que mais movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa no último pregão da semana:

Além de tudo: indicadores importantes do dia para bolsa

Com o pano de fundo desenhado, os investidores do Ibovespa ainda reagem à divulgação da primeira prévia do IGP-M de junho, o índice conhecido como “inflação do aluguel”.

Do mesmo modo, os dados de vendas no varejo, publicados pelo IBGE, também devem movimentar a bolsa hoje. Na mediana das projeções dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, o varejo ampliado deve subir 0,8%, enquanto o restrito deve ter alta mais tímida de 0,3%.

E o ICMS…

A briga pelo imposto sobre os combustíveis continua a todo vapor no Congresso Nacional. Com as pesquisas debruçadas sobre as propostas do governo para o corte de tributos sobre energia, gasolina e diesel, os analistas começam a projetar os possíveis impactos das medidas no longo prazo.

Os pesquisadores da FGV entendem que o impacto da inflação no longo prazo pode piorar a situação dos preços. Enquanto isso, outros especialistas desse mercado veem que a redução das alíquotas pode não ter o efeito esperado nas bombas de gasolina.

Um grande “porém”

Na verdade, todos os cenários traçados podem não se concretizar.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, a lei eleitoral pode impedir a compensação com as perdas arrecadatórias da União aos estados.

O teto de 17% no ICMS sobre combustíveis seria amortecido pelos repasses de cerca de R$ 29,6 bilhões do governo federal até o final do ano.

O Palácio do Planalto tem até o mês que vem para aprovar a medida antes de passar a valer a lei eleitoral, que proíbe repasses do tipo até três meses antes do pleito.

Bolsas lá fora: à espera de um dragão

Depois da inflação aqui no Brasil arrefecer em maio, é dia do índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos dominar o cenário internacional.

De acordo com as projeções colhidas no Broadcast, o CPI de maio deve avançar 0,7% e acumular alta de 8,3% em 12 meses. O núcleo de preços também deve perder fôlego e subir apenas 0,5%, mas avançar 5,9% no agregado do último ano.

O desempenho dos negócios hoje

Os índices asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira sem uma direção definida após o CPI da China vir levemente abaixo das projeções. Os analistas do The Wall Street Journal esperavam uma inflação de 2,2% em maio e o índice subiu 2,1% no mês.

Já as bolsas na Europa começaram o dia em queda, após o ajuste de juros do Banco Central Europeu e no aguardo de novos dados inflacionários dos Estados Unidos. Permanece no radar a participação da presidente do BCE, Christine Lagarde, em evento hoje.

Por fim, os futuros de Nova York aguardam sem muita paciência a divulgação do CPI dos EUA. Por lá, os índices de Wall Street também operam sem direção.

Agenda do dia

  • Rússia: Decisão de política monetária do Banco Central (7h30)
  • FGV: IGP-M de junho (8h)
  • IBGE: Vendas no varejo em abril (9h)
  • Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI (9h30)

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O Banco Central Europeu encerrou na quinta-feira seu estímulo à compra de títulos e divulgou planos para uma série de aumentos nas taxas de juros a partir de julho, o primeiro em mais de uma década, para combater a inflação crescente

Os anúncios tão esperados fecham a cortina da era do dinheiro barato do BCE, depois que os formuladores de políticas enfrentaram uma pressão crescente para alcançar outros grandes bancos centrais que já se moveram para controlar os preços.

Os governadores do BCE, reunidos excepcionalmente em Amsterdã em vez de Frankfurt, concordaram como primeiro passo em interromper seu estímulo de compra de títulos de vários bilhões de euros a partir de 1º de julho.

O conselho de administração do banco planeja “aumentar as principais taxas de juros do BCE em 25 pontos base” em sua próxima reunião em 21 de julho, disse o BCE em comunicado.

Ele aumentará as taxas novamente em setembro, com o tamanho dependente das perspectivas econômicas.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, que disse que as decisões de quinta-feira são unânimes, disse que o banco está embarcando em “uma jornada” que incluirá “uma série de movimentos ao longo dos próximos meses”.

A última vez que o BCE subiu as taxas foi em 2011.

A inflação nos 19 países da zona do euro subiu para um recorde de 8,1 por cento em maio, bem acima da meta de 2 por cento do BCE.

O aumento foi em grande parte impulsionado pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, que elevou o custo de energia, alimentos e matérias-primas em todo o mundo.

O BCE fez na quinta-feira “uma jogada correta, mas que chega tarde demais”, disse Clemens Fuest, presidente do think tank Ifo em Munique. “Os aumentos de preços estão se espalhando além de energia e alimentos para impactar outras áreas.”

Vários governadores do BCE já haviam defendido na quinta-feira um aumento de 50 pontos-base em julho, disse uma fonte do banco central à AFP – uma medida mais agressiva já realizada pelo Federal Reserve dos EUA.

Salários subindo
Em previsões atualizadas, o BCE disse esperar que os preços ao consumidor da zona do euro subam para 6,8 por cento em 2022, acima dos 5,1 por cento anteriormente.

A inflação deve cair para 3,5% em 2023, antes de cair para 2,1% em 2024.

O BCE também reduziu sua previsão de crescimento econômico para o clube de 19 países para 2,8 por cento em 2022 e 2,1 por cento em 2023, ante 3,7 e 2,8 por cento anteriormente.

A perspectiva mais fraca ressalta a difícil tarefa à frente de Lagarde em encontrar o equilíbrio certo entre aumentar os custos dos empréstimos o suficiente para esfriar a inflação, sem comprometer a já instável economia da zona do euro.

A guerra na Ucrânia “está atrapalhando o comércio, levando à escassez de materiais e contribuindo para os altos preços de energia e commodities”, disse o BCE, enquanto novas restrições ao coronavírus na China estão piorando os gargalos da cadeia de suprimentos.

Mas o BCE ainda viu motivos para otimismo.

“Assim que os ventos contrários diminuirem, espera-se que a atividade econômica se recupere novamente”, disse.

“As condições estão reunidas para que a economia continue a crescer devido à reabertura em curso da economia, um mercado de trabalho forte, apoio fiscal e poupança acumulada durante a pandemia”.

Os formuladores de políticas estão, no entanto, de olho nos salários da zona do euro, disse Lagarde, em um aceno aos temores de uma “espiral de preços salariais”, onde os preços mais altos levam os trabalhadores a exigir aumentos salariais, elevando ainda mais os preços.

‘Decolar’
O fim de 1º de julho do esquema de compra de títulos do BCE traçará uma linha sob a última de uma série de medidas de compra de dívida no valor total de cerca de cinco trilhões de euros (US$ 5,4 trilhões) desde 2014.

Descartar o esquema abre caminho para o que Lagarde chamou de “decolagem” nas taxas.

O BCE tem três taxas principais: uma taxa de operações de refinanciamento principal que atualmente é zero, uma linha de crédito marginal em 0,25% e uma taxa de depósito bancário de menos 0,5% – o que significa que os credores pagam para estacionar seu excesso de caixa no BCE.

O roteiro traçado por Lagarde prevê a saída do banco central de oito anos de taxas negativas até o final de setembro.

O ex-ministro das Finanças francês manteve a porta aberta para uma alta de setembro acima de 25 pontos-base.

Questionado sobre como o banco reagiria se os custos dos empréstimos começassem a divergir na zona do euro, Lagarde disse que o BCE “não tolerará a fragmentação”.

Ela se recusou a especificar que ação o banco pode tomar, dizendo apenas que “sabemos como implantar novos instrumentos se e quando necessário”.

O spread entre os títulos de 10 anos italianos e alemães de referência está atualmente em seu maior nível desde os estágios iniciais da pandemia.

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A Covid-19 voltou com tudo. Cerca de 70% das internações por complicações respiratórias no Brasil são causadas por coronavírus. A média móvel diária de casos da doença cresceu 144% em duas semanas. Por conta desta alta, é importante que se retomem precauções para evitar a transmissão do vírus. Vacine-se, lave as mãos e use máscara.

Inflação desacelerando — Finalmente uma notícia boa na economia. A inflação perdeu fôlego pelo segundo mês seguido. Ela continua aumentando, em maio a alta foi de 0,47%. Mas já é um bom indicativo, já que em abril subiu 1,06%. Principal explicação é a conta de luz ter ficado mais barata.

Prepara a carteira — Ainda serão lançados sete filmes de super-herói nas telonas em 2022. Um deleite para os fãs. Para quem não curte muito e vai assistir por causa dos filhos, sugerimos que torça para a inflação continuar desacelerando. Com o preço do ingresso e da pipoca…

Mais que amigos, friends — O robô Perseverance da Nasa, que busca por vida em Marte, está grudado da pedra na imagem. Por mais de 4 meses, a rocha está pegando carona com o dispositivo. A explicação desta amizade é que a máquina anda na velocidade de pouco mais de 100 metros por hora, o que não a derruba da roda.

Será que decolam nas pesquisas? — Pela primeira vez, o PSDB não terá candidato próprio à presidência. A executiva nacional do partido se reuniu na quinta (09) e oficializou apoio a Simone Tebet, a escolhida pelo MDB para o Planalto. Tucanos estavam sem um nome forte desde que Doria desistiu da corrida.

Tragédias climáticas — Tem sido cada vez mais comum ler no noticiário sobre desastres naturais atingindo cidades brasileiras. Além da devastação de cidades e de patrimônio histórico, como ocorreu em Ouro Preto (MG), a perda humana é latente também. Já são mais de meio milhão de pessoas desabrigadas por causa do clima.

Bons Negócios  !!_____________Yochanan Pinchas

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