MELHORES DO DIA 12/05: BOLSONARO ZERA IMPOSTO SOBRE ALIMENTOS IMPORTADOS!

Bom Dia Traders! Todas as dicas para operar nesta quinta-feira! Gol e Avianca! estão se unindo!

PPI nos EUA, dólar em alta, B3, Cogna, MRV e o que mais move o mercado

Bolsas caem no mundo todo em meio à fuga para os títulos do Tesouro americano; perdas na Europa superam 2%
B3: empresa responsável pela bolsa brasileira divulga balanço nesta noite (Exame/Germano Lüders)

O tom negativo volta a ditar o ritmo dos mercados globais na manhã desta quinta-feira, 12, enquanto investidores aguardam a apresentação do Índice de Preço ao Produtor americano (PPI, na sigla em inglês). O dado previsto para sair às 9h30 será divulgado um dia após a inflação ao consumidor dos Estados Unidos sair acima do esperando, provocando duras perdas nas bolsas de Wall Street.

Flight to safety?

Na Europa, onde o mercado fechou antes da virada de humor em Nova York, as bolsas caem mais de 2% nesta manhã. Já os índices americanos estendem as perdas no mercado de futuros, depois de o Nasdaq ter fechado com queda de mais de 3%. O dinheiro que sai das ações vai direto para o Tesouro americano. Apesar das expectativas de um aperto monetário mais duro, o rendimento dos títulos do Tesouro, inversamente proporcionais a demanda, caem nesta quinta.

Para comprar esses títulos, considerados os mais seguros do mundo em períodos de crise, investidores precisam antes comprar dólar — que volta a ganhar força nesta manhã. A moeda americana está sendo negociada no exterior no maior nível em 20 anos. No Brasil, embora preços de commodities tenham ajudado a frear a moeda no início do ano, nada indica que o dólar vai parar de subir. A moeda fechou próximo de R$ 5,15 na véspera. Há menos de um mês, a moeda era cotada abaixo de R$ 4,70.

  • Veja a seguir o desempenho dos indicadores às 7h (de Brasília):

    • Hang Seng (Hong Kong): – 2,24%
    • SSE Composite (Xangai): – 0,13%
    • FTSE 100 (Londres): – 2,43%
    • DAX (Frankfurt): – 2,25%
    • CAC 40 (Paris): – 2,51%
    • S&P futuro (Nova York): – 0,70%
    • Nasdaq futuro (Nova York): – 1,00%
    • Petróleo Brent (Londres): – 1,29% (para US$ 106,02)

Inflação ao produtor

Mas, ainda que pontualmente, a inflação ao produtor americano que será divulgada hoje poderá melhorar o humor do mercado. Ainda mais se o número ficar abaixo da queda projetada de 11,2% para 10,7%. Porém, se a inflação der indício que segue acelerando, o clima poderá pesar ainda mais. Junto com o PPI será divulgado os pedidos semanais de seguro desemprego, que seguem nos menores níveis da história nos Estados Unidos, servindo de pressão adicional à alta de preços na economia.

No Brasil, além das preocupações macroeconômicas, há uma temporada de balanços em curso. Pressões de inflação e custos sofridas pelas empresas estão no centro das atenções de analistas. Na véspera, a CVC, maior companhia de turismo da América Latina, admitiu que as condições macroeconômicas poderão ter um grande impacto no negócio, principalmente, a partir do segundo semestre, para quando a empresa espera que os efeitos da reabertura no negócio se tornem mais estáveis.

Balanços do dia

Esta quinta será um dos dias mais agitados da temporada, em termos de número de balanços. Serão mais de 30. Entre os mais esperados estão os da MRV, Cogna, Locaweb, Smartfit, Americanas, Bradespar e Rede D’Or. Mas um, em especial, poderá trazer informações adicionais ao mercado: o da B3. A companhia responsável pela bolsa brasileira irá divulgar seus números após o fechamento do pregão. As ações da companhia já caíram 30% desde que atingiram a máxima no ano, em meados de abril  — período que coincide com a melhor fase do Ibovespa no ano.

Sem ajuda de commodities

O principal índice da bolsa brasileira fechou o último pregão em alta, contrariando o mau humor internacional. Valorização de empresas de commodiites, impulsionadas por preços mais altos no exterior, puxaram o movimento positivo. A Vale disparou 4,17% e a Petrobras (PETR4) subiu 3,48%, a despeito da saída do então ministro Bento Albuquerque ter gerado ruídos sobre alterações em suas políticas de preço. A queda do minério de ferro e a do petróleo nesta quinta, porém, reduzem as chances de o Ibovespa voltar a ser salvo pelas gigantes do índice.

Serviços

Na agenda brasileira estão dados sobre o crescimento do setor de serviços referente ao mês de março. A expectativa é de alta de 8,5% frente ao mesmo período do ano passado.

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (11) que vai zerar a alíquota do imposto de importação de sete categorias de produtos alimentícios. A decisão foi tomada pelo Comitê-executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex), do Ministério da Economia.

Em coletiva de imprensa para detalhar as medidas, o secretário-executivo da pasta, Marcelo Guaranys, disse que o objetivo da medida é conter o avanço da inflação no país.

“Sabemos que essas medidas não revertem a inflação, mas aumentam a contestabilidade dos mercados. Então, o produto que está começando a crescer muito de preço, diante da possibilidade maior de importação, os empresários pensam duas vezes antes de aumentar tanto o produto. Essa é a nossa lógica com esse instrumento”.

Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou em 1,06%. Foi o índice mais alto para um mês de abril desde 1996 (1,26%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o IPCA, a inflação acumulada em 12 meses está em 12,13%.

Segundo secretária da Câmara de Comércio Exterior, Ana Paula Repezza, a redução de impostos entram em vigor a partir de amanhã (12) e valem até o dia 31 de dezembro deste ano.

Os produtos alimentícios que tiveram a alíquota de importação totalmente zeradas são:

  • carnes desossadas de bovino, congeladas (imposto era de 10,8%);
  • pedaços de miudezas, comestíveis de galos/galinhas, congelados (imposto era de 9%);
  • farinha de trigo (imposto era de 10,8%);
  • outros trigos e misturas de trigo com centeio, exceto para semeadura (imposto era de 9%);
  • bolachas e biscoitos, adicionados de edulcorante (imposto era de 16,2%);
  • outros produtos de padaria, pastelaria, indústria de biscoitos, etc. (imposto era de 16,2%) e
  • milho em grão, exceto para semeadura (imposto era de 7,2%).

O Ministério da Economia informou que o impacto com a renúncia tributária pode chegar a R$ 700 milhões até o final do ano. Não há necessidade de compensação fiscal, por se tratar de um imposto regulatório, e não arrecadatório.

“O imposto de importação tem uma função que não é arrecadatória, a função dele é de regulação de mercado. O motivo por trás é a regulação do mercado, seja para um lado, seja para o outro”, explicou o secretário-executivo adjunto da Camex, Leonardo Diniz Lahud.

Além de zerar a alíquota de importação de produtos alimentícios, a Camex também reduziu ou zerou o imposto sobre outros produtos importados. Dois deles são insumos usados na produção agrícola.

O ácido sulfúrico, utilizado na cadeia de fertilizantes, teve alíquota de 3,6% de imposto zerada. Já o mancozebe, um tipo de fungicida, teve o imposto de 12,6% para 4%.

Foram reduzidos ainda os impostos de dois tipos de vergalhão de aço, atendendo a um pleito do setor de construção civil, e que já estava sob análise no Ministério da Economia. Esses vergalhões, que tinham imposto de importação de 10,8%, agora vão pagar 4%.

“A característica mais importante desses pleitos e que os diferenciam dos pleitos relacionados a alimentos, é que este é um pleito que vinha sendo analisado tecnicamente no ministério há pelo menos oito meses”, justificou Ana Paula Repezza, sobre a redução na tarifa de importação dos vergalhões de aço.

Matéria alterada às 18h02 para correção de informação no nono parágrafo: o imposto de importação do mancozebe foi reduzido para 4%, e não zerado como informado inicialmente.

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A operadora brasileira Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA e a colombiana Avianca disseram na quarta-feira que estão se unindo sob o teto de uma holding comum, sinalizando um movimento em direção à consolidação de companhias aéreas latino-americanas pós-pandemia.

O acordo criaria uma das maiores companhias aéreas da região, praticamente igualando a LATAM Airlines (OTC:LTMAQ) Group SA do Chile em termos de assentos programados, de acordo com a consultoria global de aviação ICF.

A holding, chamada Abra Group, será controlada em conjunto pelos principais acionistas da Avianca e da Gol, disseram as empresas, acrescentando que ambas as companhias aéreas operarão de forma independente e manterão suas respectivas marcas.

Eles disseram que outros investidores financeiros se comprometeram a investir até US$ 350 milhões no Abra Group após o fechamento do negócio, que está previsto para o segundo semestre.

A medida ocorre depois que a Avianca concluiu uma reorganização de falência em dezembro passado e concordou em abril em se fundir com a Viva – outra importante companhia aérea colombiana – e pode atrair a atenção dos reguladores da concorrência.

A Abra, que se autodenomina uma “rede pan-latino-americana de companhias aéreas”, também terá uma participação não controladora de 100% nas operações da Viva na Colômbia e no Peru e uma participação minoritária na Sky Airline do Chile.

As ações da Gol, maior companhia aérea do Brasil, fecharam em queda de 1,7%, abaixo do índice de ações da Bovespa, que subiu 1,25%.

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Esquenta dos mercados: Inflação injeta cautela nas bolsas e exterior recua junto com criptomoedas hoje; Ibovespa acompanha falas sobre Petrobras (PETR4)

Além disso, a temporada de balanços de hoje conta com os resultados de B3, Americanas, Cogna e mais

O inimigo número um das bolsas pelo mundo é a inflação, que registrou nova alta antes da sessão de ontem (11) e derrubou os índices durante a madrugada. E a alta de preços coloca a política monetária do Federal Reserve no centro das atenções dos investidores.

Na última quarta-feira, as bolsas de Nova York registraram fortes perdas, com destaque especial para o Nasdaq, que “acusou o golpe” duro da inflação no setor de tecnologia e caiu mais de 3%. Essa cautela generalizada contaminou os investidores da Ásia e Pacífico, que encerraram o pregão desta quinta-feira (12) em queda.

A abertura na Europa segue pelo mesmo caminho, em baixa de mais de 2% pela manhã após o CPI dos EUA subir 1,06% — contra as projeções de alta de 1,0%, acumulando 8,3% de avanço em 12 meses.

O pré-mercado em Wall Street amplia as perdas do pregão anterior, apontando para uma abertura no vermelho mais um dia seguido em meio aos temores inflacionários.

Quem se salvou dessa tempestade de fogo foi o Ibovespa, com uma defesa especial da Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3). As commodities sustentaram o índice local por mais um dia, fechando em alta de 1,25%, aos 104.326 pontos.

Já o dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,21%, a R$ 5,1446, acompanhando a inclinação da curva de juros. A moeda norte-americana chegou a operar em campo negativo, mas a aversão ao risco impulsionou as cotações.

Confira o que deve movimentar as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta quinta-feira:

Novo ministro, velha tentativa de privatizar a Petrobras

Após a saída de Bento Albuquerque do ministério de Minas e Energia, o novo chefe da pasta, Adolfo Sachsida, entrou com o pé direito na porta da casa. Ele — que trabalhou na equipe econômica de Paulo Guedes — afirmou, em seu primeiro dia como ministro, que solicitou estudos sobre a privatização da maior estatal brasileira.

Aliado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o economista também defendeu o prosseguimento da venda da Eletrobras, que depende de aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

No gogó

Mas vale lembrar que o governo fez diversas promessas de privatizações de grandes estatais brasileiras, mas somente a da Eletrobras permanece como a mais avançada delas, e está travada no TCU.

Além disso, o ano eleitoral gera certa indisposição do Congresso para aprovar pautas consideradas polêmicas — e a privatização da Petrobras é uma das que mais gera desconforto nos parlamentares.

O que dizem as partes — e os números da PETR4

De um lado, opositores acusam a estatal de valorizar demais os investidores em detrimento de uma política de preços favorável à população. Do outro, o governo afirma que a Petrobras é onerosa demais para as contas públicas.

Na ponta do lápis, a Petrobras já pagou aos cofres públicos o dobro de seu lucro durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, que tem atacado a política de preços com paridade internacional da empresa.

No frigir do… petróleo

Os debates envolvendo a Petrobras e sua política de preços devem voltar a colocar as ações da estatal — PETR3 e PETR4 — em destaque na bolsa hoje. Interferências do governo na empresa costumam gerar tensão nos investidores, que penalizam os papéis.

Acrescenta-se o fato de que o petróleo permanece em queda na manhã desta quinta-feira. O barril do Brent, utilizado como referência internacional, recua 1,64% hoje, negociado a US$ 105,77.

E vem mais por ai

Está marcado para esta quinta-feira um debate no Senado Federal para questionar o preço do diesel, que sofreu um reajuste de mais de 8% nesta semana. Esse foi o primeiro reajuste da Petrobras em 60 dias, o que gerou insatisfação dos caminhoneiros em um primeiro momento.

Para colocar panos quentes na situação, o presidente da República afirmou estudar mudanças nas regras de compensação dos preços dos combustíveis em contratos de afretamento de transporte rodoviário.

Inflação lá fora, tensão em todo canto

O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos Estados Unidos registrou um novo aumento em abril, de acordo com a última leitura do Departamento de Comércio. A inflação se aproxima dos 10% em 12 meses e o Banco Central americano começa a arregaçar as mangas.

As últimas falas de representantes do Fed nesta semana foram no sentido de uma ação mais agressiva — hawkish, no jargão do mercado — contra a alta de preços. Isso significa que a subida de 75 pontos-base nos juros americanos começa a parecer mais adequada para a próxima reunião do Fomc, o Copom americano.

Outros dados para ajudar o Fed

O BC americano leva em conta ainda outros indicadores, como o nível de emprego e a atividade econômica, medida pelo PIB, para decidir sobre a política de juros.

Enquanto os índices de emprego voltam a patamares mais sustentáveis após a pior fase da pandemia, a atividade econômica do primeiro trimestre veio abaixo do esperado na primeira leitura.

É verdade que a leitura preliminar costuma sofrer alterações, mas esse indicador permanece no radar do investidor.

Inflação ao produtor

Por fim, as bolsas pelo mundo acompanham a divulgação da inflação ao produtor (PPI, em inglês) na manhã desta quinta-feira.

Permanecem em segundo plano as falas de Janet Yellen, Secretária do Tesouro americano, na Câmara dos Representantes hoje. Yellen é crítica de moedas digitais e recentemente fez duros apontamentos às criptomoedas lastreadas em dólar, as stablecoins, após falhas de protocolo em uma delas.

Por falar em criptomoedas

O bitcoin (BTC) viveu uma verdadeira “noite do terror” durante a madrugada de quarta para quinta-feira. A maior criptomoeda do mundo registra queda de mais de  13% com liquidação de mais de US$ 1 bilhão nas últimas 24 horas, o que influencia na sangria do mercado.

O ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda do mundo, perde mais 20% durante a manhã de hoje, acumulando perdas de 33,81% na semana.

Agenda do dia

  • Brasil: Volume de serviços em março (9h)
  • Brasil: Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e secretários estaduais de Fazenda têm reunião para debater taxação do diesel (9h)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (9h30)
  • Estados Unidos: PPI de abril (9h30)
  • Estados Unidos: Secretária do Tesouro, Janet Yellen, testemunha perante comitê de estabilidade financeira na Câmara dos Representantes (11h)

Balanços do dia

Após o fechamento:

  • B3 (Brasil)
  • Americanas (Brasil)
  • Cogna (Brasil)
  • Eneva (Brasil)
  • Marfrig (Brasil)
  • Rede d’Or (Brasil)
  • Commerzbank (Alemanha)

Bons Negócios  !!_____________Yochanan Pinchas

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