MELHORES DO DIA 14/10: WOLKSWAGEN PODE DEMITIR 30 MIL

O diretor-presidente (CEO) da Volkswagen, Herbert Diess, teria proposto no último Conselho de Administração da empresa a demissão de até 30.000 funcionários por causa da competição com a Tesla (TSLA34) sobre os carros elétricos.

Segundo o jornal alemão Handesblatt, os cortes interessariam todas as quatro marcas de propriedade da Volkswagen, mas apenas em plantas na Alemanha. Segundo o Handesblatt, o CEO teria apresentado a proposta aos conselheiros, que “ficaram surpresos”.

Isso pois nenhum dos representantes dos trabalhadores, dos sindicatos, do governo do estado (land) da Baixa Saxônia e sequer da família Porsche/Piech, principal acionista da Volkswagen, estava aguardando a eventualidade de cortes.

A notícia das demissões chega no mesmo dia em que a Tesla começa a produção de carros elétricos em sua nova fábrica perto de Berlim, inaugurada no último sábado pelo próprio Elon Musk. A nova Gigafactory vai produzir de 5 a 10 mil carros elétricos por semana. Em pleno regime de trabalho, 500.000 carros elétricos deverão ser produzidos por ano pela fábrica. Um número que é o dobro da capacidade de produção da indústria elétrica alemã em 2020.

Atualmente a Volkswagen emprega 30 horas para produzir um carro elétrico (modelo ID.3) enquanto a Tesla produz o Modelo 3 em apenas 10 horas. Por isso, a necessidade de tornar a produção mais eficiente. Esse novo cenário está levando a Volkswagen a acelerar os planos de transição para o motor elétrico.

“Não se discute que temos que levar em conta a competitividade da nossa fábrica de Wolfsburg diante da entrada de novos players no mercado”, disse o porta-voz do grupo. A referência não é apenas para a Tesla, mas também para as montadoras chinesas que pretendem chegar na Europa. Wolfsburg é a maior fábrica de automóveis do mundo, com mais de 50.000 funcionários.

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O pré-mercado de Nova York avança com as bolsas europeias, impulsionadas por ações de tecnologia e mineradoras, em dia carregado de balanços de bancos americanos, com Bank of America, Morgan Stanley, Wells Fargo e Citigroup reportando resultados do terceiro trimestre. JPMorgan mostrou bom desempenho na véspera. Escalada de preços de energia segue no radar, após China registrar em setembro a maior inflação anual ao produtor em 25 anos, de 10,7%. A bolsa de Xangai caiu 0,10%.

🗽 A ata do FOMC, comitê decisório de juros do banco central americano, divulgada no mesmo dia em que a inflação ao consumidor em setembro subiu ao recorde de 13 anos, reafirmou que o enxugamento dos estímulos à economia deve começar este ano, ante melhora da economia e pressão de preços. Atenção redobrada, porque cinco diretores do Federal Reserve falam hoje. A inflação ao produtor americano será divulgada às 09h30, com projeção de aceleração para 8,7% anual. No mesmo horário sairão os pedidos de seguro-desemprego semanais.

🛢️ Petróleo opera em alta, de mais de 1,0%, com fraqueza do dólar e depois que a Agência Internacional de Energia elevou as projeções de demanda em 2021 e 2022, citando migração de empresas consumidoras de gás natural e carvão para a commodity. Às 07h20, o tipo Brent era cotado acima de US$84, e o WTI acima de US$81. Minério de ferro caiu 2,90% em Dalian, mas outras commodities metálicas ligadas a crescimento, como cobre, avançam.

💰 Às 07h20, o contrato contínuo futuro do Nasdaq 100 liderava as altas no pré-mercado de Nova York, subindo 0,74%, enquanto S&P500 avançava 0,63%. Os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro americano recuavam 1,6 ponto-base, a 1,533% ao ano. O Índice Dólar DXY caía 0,27%, abaixo de 94 pela primeira vez na semana. O fundo de índice brasileiro EWZ, que replica Ibovespa em Nova York, recuava 0,34%. O ADR de Vale, recibo de ações, subia 1,32%, enquanto o de Petrobras recuava 0,18%.

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O Japão dissolverá seu parlamento na quinta-feira, preparando o cenário para uma eleição no final do mês que colocará o novo primeiro-ministro Fumio Kishida contra a oposição impopular em uma batalha sobre quem pode consertar melhor a economia devastada pela pandemia.

Kishida goza de apoio público razoável após cerca de uma semana no cargo, mostram as pesquisas, um bom presságio para seu objetivo de manter uma maioria na Câmara dos Deputados para seu Partido Liberal Democrático (LDP) e seu parceiro de coalizão do partido Komeito.

Os eleitores vão querer ver um governo com planos de ação decisiva para acabar com a pandemia e reconstruir a economia. Uma pesquisa recente do jornal Sankei mostrou que cerca de 48% dizem que desejam que o governo Kishida trabalhe mais com o coronavírus, seguido pela recuperação econômica e emprego.

O partido de Kishida está promovendo sua pressão por medidas contra o coronavírus, incluindo o fornecimento de medicamentos antivirais orais este ano, bem como sua visão de realizar um “novo capitalismo” que se concentra no crescimento econômico e na redistribuição da riqueza.

O partido no poder também pediu um forte aumento nos gastos com defesa para adquirir a capacidade de destruir mísseis balísticos, em meio à postura cada vez mais assertiva da China em relação a Taiwan.

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O estado de São Paulo determinou a volta obrigatória das aulas presenciais nas redes pública e privada de ensino a partir do dia 18 de outubro, próxima segunda-feira. As unidades de educação vão ter um modelo de transição até novembro, quando a capacidade será de 100%. Até então, os pais podiam decidir se mandavam ou não os filhos para as atividades presenciais. Em relação às universidades o estado ainda está em debate com as instituições.

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Avança na Câmara um projeto de lei que prevê que pelo menos 30% dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sejam destinados a financiar microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou a medida no fim de setembro.

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As autoridades financeiras do G7 endossaram na quarta-feira 13 princípios de política pública para moedas digitais do banco central de varejo, dizendo que elas deveriam ser baseadas na transparência, no estado de direito e na governança econômica sólida, disse o Departamento do Tesouro.

“A inovação em dinheiro digital e pagamentos tem o potencial de trazer benefícios significativos, mas também levanta questões regulatórias e de política pública consideráveis”, disseram os ministros das finanças e banqueiros centrais do Grupo dos Sete em um comunicado conjunto.

“Uma forte coordenação e cooperação internacional nessas questões ajuda a garantir que a inovação do setor público e privado proporcione benefícios domésticos e internacionais, ao mesmo tempo que é segura para os usuários e para o sistema financeiro mais amplo.”

As autoridades financeiras se encontraram pessoalmente, com alguns participando por vídeo, em Washington na quarta-feira, durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, sob a liderança do ministro das finanças britânico Rishi Sunak.

Em sua declaração conjunta, os funcionários do G7 disseram que o dinheiro do banco central na forma de Moedas Digitais do Banco Central, ou CBDCs, complementaria o dinheiro e poderia atuar como um ativo de liquidação seguro e líquido e uma âncora para o sistema de pagamentos.

Eles disseram que os princípios têm o objetivo de apoiar políticas e delinear deliberações dentro e fora do G7, complementando o trabalho recentemente publicado por um grupo de bancos centrais e o Banco de Compensações Internacionais.

Nenhuma autoridade do G7 decidiu emitir um CBDC, e a consideração cuidadosa das implicações políticas potenciais continuará, disse o comunicado.

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Bons Negócios  !! _____________Yochanan Pinchas

 

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